Por Cynthia Marsola
Por muitos anos, fomos ensinados a acreditar que a terapia deve ser incluída em nossas vidas apenas em momentos de dor — quando, na verdade, ela deveria ser um convite ao autoconhecimento, ampliando a consciência e desenvolvendo habilidades.
Esse convite ao autoconhecimento, que expande nossa consciência, também é um espaço onde sua história é acolhida — onde se compreende o seu modo de processar as dores, a forma como você lida com os barulhos e os silêncios que a vida convida a escutar. E, principalmente, é um lugar para expressar quem você realmente é, sem máscaras e sem julgamentos.
Você pode até pensar que a terapia ainda não é um investimento que lhe pertence — afinal, aparentemente está tudo bem. Mas por que não experimentar a troca de experiências? O engajamento não apenas pelas dores, mas também pelas conquistas que você ainda não celebrou? Sem falar nas possibilidades de crescimento pessoal que ela pode proporcionar.
Sim, a terapia é um processo de autoconhecimento com sentido, que nos guia rumo ao desenvolvimento mental, emocional, físico e espiritual (independentemente da religiosidade, crença ou filosofia de vida). Durante esse processo psicoterapêutico, valorizo a integração entre razão, emoção, intuição e sensação. Esse é o olhar da psicologia transpessoal — uma das abordagens com as quais trabalho.
Obviamente, ao longo dessa jornada, você precisará transpor algumas barreiras que, porventura, possam surgir — como o medo do desconhecido, a disponibilidade, a escolha do profissional e a confiança nesse processo, que não acontece da noite para o dia. É como semear: plantar sementes e regá-las diariamente para que floresçam junto com o despertar da consciência.
Sendo assim, a terapia não é apenas para quem está em crise ou deseja se compreender em meio ao caos. Ela também é um espaço para escutarmos as nossas bênçãos — aquelas que, muitas vezes, nem sequer valorizamos.
Terapia não é sobre se tornar outra pessoa, mas sim sobre retornar a si mesmo com mais consciência, leveza e autonomia. E, acima de tudo, é ter a oportunidade de se acolher com um pouco mais de amorosidade. Porque, na correria do dia a dia, muitas vezes nos esquecemos da pessoa mais importante: nós mesmos.
Bons insights!
Maio de 2025.
